Comunicado,



O menu não está funcionando por conta de umas mudanças que estou fazendo no blog.

Em breve tudo estará pronto.Aos meus visitantes peço desculpas pelo transtorno porém coloquei um sofá para que todos não se cansem muito.

A partir de agora todas as postagens do Blog "Assado, Cozido ou Cru?" e"Palavras alheias já que minhas não são." estarão neste Blog:

Entre-Laços!
Enfim tudo Azul e ponto.


Oi!

Oi!
Entrem e sintam-se a vontade pra ler, comentar.É sempre uma honra recebê-los.

25/03/2013

Eu


É difícil falar sobre nós, mas vou tentar.

Sou uma pessoa alegre, agitada, perfeccionista e que gosta de fazer muitas coisas. Sempre fiz de tudo um pouco, bordei, costurei, crochetei, tricotei, pintei etc.

Gosto de todos os tipos de trabalhos manuais e sempre me deu bem, em alguns nem tanto, mas em outros eu me encontrei mais.

Gostos de música e na família do meu pai todos tocam e cantam, eu não fugi à regra, quer me ver feliz uma barca e um grupinho cantando rs, sou bem eclética cresci ouvindo de tudo, e sou apaixonada pelos cantores antigos, claro que um sambinha me leva rapidinho, mas gosto de vários estilos, adorava dançar valsa com os amigos de meu pai.

Ainda me arrisco a arranhar as cordas do meu violão, porém como aprendi só vendo meus tios tocarem e hoje está tudo diferente, vou mais pelo ouvido que outra coisa qualquer, esses A, B, C, me atrapalham eu penso em dó, mi, e por aí vai.

Sou casada mãe de dois filhos, a mais velha casada e o outro espero que siga o mesmo rumo, já estou passando da idade de tomar conta de filho criado, ainda mais homem que se acha o dono do mundo e nós, mães, começamos a ficar chatas e velhas para eles.

Sempre fui muito atirada, não sei se por não ter quem o fizesse por mim, ou por ser da minha personalidade mesmo, se não sei algo vou pergunto pesquiso, mas se eu quiser mesmo fazer ah eu vou morrer tentando rs isso às vezes não é muito bom, as pessoas acabam que se acostumam e dizem.

– ela faz, e aí sobra tudo pra gente e um dia você se esgota e não consegue impor limites e extrapola e na vida tudo tem que ter um meio termo, pena que descobri só mais tarde.

Descobri o karaokê, ai que maravilha, adoro cantar, nada de uma voz de derrubar o palco, porém afinada. Cantei bastante tempo com amigos nos karaokês da vida, depois parei.
 

Tive muitos problemas, assim como muitos, mas durante muitos anos da minha vida tive que batalhar pela vida do meu filho e aí se passou praticamente quatorze anos, que valeram cada minuto ao vê-lo hoje uma pessoa completamente sem nenhum resquício dos problemas que teve. Foram tantos nomes diferentes que arrumaram para cada espirro que ele dava... Bem não eram espirros, mas é uma coisa que ficou no passado e que não afetou em nada a vida dele hoje.

Por conta de tanto batalhar por encontrar uma solução que não existia para a cura do meu filho, eu fui atropelando tudo, não tinha vida própria e vivi anos assim, até que um dia o organismo falou;

- Chega, vamos dar um tempo.

Eu pensei que ele ia me deixar descansar, mas não, o tempo foi uma Síndrome do Pânico que levei anos para descobrir e mais trocentos para curar, digamos assim, mais menos, pois nunca ela se vai de vez, mas você esquece que ela existe e os sintomas desaparecem. Claro que existe um histórico enorme para que isso tenha se manifestado, o problema com meu filho foi à gota d'água.

Falo muito disso no blog, porque quando você se vê livre do pânico vem à depressão, pelo menos foi assim comigo, e lá vamos nós tratarmos novamente e um remédio conserta uma coisa e estraga outra e nesse meio tempo eu fui criando meus filhos, cantando, acolhendo os amigos, acudindo como podia.

Mas sabe existe um problema muito grande quando você tem algum tipo de transtorno, as pessoas, todas, da família e os amigos, conhecidos e por aí vai começam a te rotular, eles acham que você enlouqueceu que não tem o que fazer que não quer que é PIT e pronto, lá vai você rotulada o resto da vida, parece até que é contagioso você descobre na verdade a triste verdade, amigos mesmo quase nenhum, família entende menos ainda, também você muda da água para o vinho, também com tanta medicação.

Só que não enburreci, nem deixei de ter minha personalidade e meu caráter modificado, mas quem entende?

Começa a te achar menos inteligente, incapaz, tudo que você diz parece que tem que ser provado, pois sempre te olham de esguio, “será que ela é será que não é”, lembram-se dessa marchinha de carnaval?

Nem preciso dizer que uma só mão tem dedos demais pra contar os amigos e a família que ficam, não tem outro jeito.

Sou carioca, adoro falar, fazer amizades, e sou neta de italiano da Calábria misturado com português, imagina o que deu isso? Uma pessoa falante e que usa todos os membros do corpo quando fala e as cordas vocais também kkkkkk

Com toda essa questão de estar sempre sendo olhada meio que diferente, se sente sozinha, pois as pessoas te abandonam mesmo, e nem pense que voltam mesmo que você diga que está curada, você começa a ficar triste, mas como você já teve uma síndrome eles, os médicos, nem exames pedem já dão logo o diagnóstico, depressão.

Vamos à depressão, aquela falta de vontade de tudo, e vão se os remédios e ficam-se os estragos que eles fazem no organismo. Chega uma hora que você cansa tudo é depressão, uma dor de cabeça é depressão, uma dor no braço e depressão, uma insônia é depressão.

Você se enche porque todos ficam te controlando, eles tem que tomar o remédio, ela não pode saber disso ou daquilo vai ter crise, caramba deixei de ser humana não posso explodir nem brigar com ninguém e nem por nada, já ficam falando que é problema, me carregam para o médico e ele sem nenhum exame disse logo BIPOLARIDADE, ué tem tanta gente que levanta de mau-humor e no decorrer do dia melhora, tem tanta gente que levanta cantando e no meio do dia tem uma crise de raiva e fala mal Deus e todo mundo, em que eu sou diferente?

Ah! Ela teve síndrome do pânico e depressão.

Quer saber minha vizinha briga com o filho quando ele derrama molho na toalha de mesa, ou quebra um copo, eu nunca fiz isso, eu engulo sapos e uma hora eu tenho que cuspir, pronto é bipolar, a minha genética que herdei dos avós, minha personalidade forte que ajudou a chegar aonde cheguei e ainda arrastando nas costas um tantão de pessoas não conta, o fato de quem procura os médicos lê se informa e busca soluções para eu sou eu mesma, isso não conta?

 O fato que quem vai atrás de médicos para todos da família e sempre está lá quando ninguém mais está não conta?

Por isso mesmo trato bastante de temas onde uma pessoa hoje quando está triste ela necessariamente tem depressão, são fases da vida que vai acumulando, às vezes estamos mais felizes, outras mais alegres, e a idade e tudo o que vem com ela mudam muitas coisas, o próprio amadurecimento faz você enxergar as coisas de outra maneira e suas ações já não são tão iguais, mas dizer que você mudou...

Enfim eu continuo a mesma, claro que na idade do “Condor”, mas adoro dançar, cantar, sou alegre, divertida gosto de falar pelos cotovelos, não gosto de escrever odeio fugia das aulas de gramática, nunca gostei e, portanto escrever é muito complicado muitas vezes sei que dou cada murro no estomago de quem me lê, mas hoje eu posso falar?

Não, só escrever, só teclar e ainda assim nem podemos fazer muitas perguntas, quem tem tempo pra nos responder, ou será que leu mesmo o que escrevemos?

Tudo bem não tem problema, eu sou a favor da modernidade, mas acho que eu adoraria voltar no tempo e com certeza ia ingressar numa faculdade de medicina, precisamente me especializar em tudo que diz respeito a essas panes que as pessoas hoje em dia teem.

Ficaria rica e falaria e ouviria, perguntaria e teria a resposta, e me sentiria bem melhor. Será que sou bipolar ao mesmo tempo em que gosto da modernidade o que odeio, é o fato de ter tudo que é tipo de rede social para falar até com o vizinho...

Falando sério, sou mãe, esposa, amiga, dona de casa, irmã, filha, tia, prima, comadre, tenho cachorro, menos papagaio, pois minha mãe já tem um, o que me torna diferente da maioria?

Eu creio que nada, pois nem morder eu mordo e tem tanta gente aí mordendo e arrancando pedaços.

A única coisa que não disseram de mim ainda é que tenho “TOC”, porque não conto que fico no PC, senão vão dizer na próxima vez que eu reclamar de algo, que tenho TOC, afinal é o toque nas teclas que fazem as letras saírem.

A Elaine nome de batismo, Laninha apelido dos familiares, Laininha, Elianinha e finalmente Layne, o apelido que ganhei dos colegas do Karaokê.

Tenho uma casa para cuidar, que por sinal é grande demais, eu que decoro, eu que ajeito e compro as coisas, dou meus toques, eu cuido do cachorro das minhas plantas, e decido o que vamos ter para o almoço ou jantar, eu canto ainda junto com o rádio, ainda falo comigo sim, mas falo com outras pessoas, a minha Sophia, por exemplo, é uma cachorra muito inteligente entende tudo que falo.

Enfim, sou um ser humano como qualquer outro, com todas as complexidades que essa condição nos trás, mas sou gentil, amorosa, amiga, companheira e se tiver que te puxar pra cima eu não medirei esforços e se não conseguir vou buscar ajuda, mas não deixo nada sem terminar principalmente quando se trata de outro ser humano, pois sei como é duro não ter com quem contar nos piores momentos.

O intuito do Blog novo e do nome do mesmo é por conta que o "Assado, Cozido ou Cru"? (que não será desativado, só não vai ser mais atualizado), já cumpriu seu papel.

Uma nova fase está começando, estou tirando os "Nós" da vida, e ficarei "Entre-Laços" até que os "Laços" estejam prontos.

Layne (Elaine)

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