Comunicado,



O menu não está funcionando por conta de umas mudanças que estou fazendo no blog.

Em breve tudo estará pronto.Aos meus visitantes peço desculpas pelo transtorno porém coloquei um sofá para que todos não se cansem muito.

A partir de agora todas as postagens do Blog "Assado, Cozido ou Cru?" e"Palavras alheias já que minhas não são." estarão neste Blog:

Entre-Laços!
Enfim tudo Azul e ponto.


Oi!

Oi!
Entrem e sintam-se a vontade pra ler, comentar.É sempre uma honra recebê-los.

04/07/2011

O Blogue e Eu... Eu e o Blogue e, alguns eteceteras e tal rs.


 
Sou uma costureira, bordadeira, crocheteira, tricoteira, pintora (até de parede se necessário for), entre outras coisas. A vida me deu meros retalhos em diversos tamanhos, texturas, cores e estampas. Comecei muito nova a tentar juntar tudo, ora negros, ora sem cor e às vezes tão coloridos que ofuscavam a visão.
Quando pequena lá pelos meus seis anos fui morar com minha avó materna, por conta de um acidente de automóvel que deixou minha mãe hospitalizada e sua reabilitação demorou meses. Enquanto minha avó costurava suas encomendas ela cortava roupinhas para minhas bonecas e ia falando como fazer pra chulear e juntar as partes da roupinha, fazer casinhas para passar os botões, pregar zíper, fazer casinha de abelha no tecido pra dar um charme no modelito da roupinha e tudo isso era feito a mão, mesmo porque eu não saberia mexer numa máquina, eu tinha apenas seis anos de idade na época ou um pouco mais.
Fui aprimorando e comecei a fazer sapatinhos de tricô para crianças, casaquinhos, aprendi também a fazer uns bordados que era muito usado nessas roupinhas, usavam-se linhas bem fininhas e próprias pra este tipo de trabalho (hoje ainda existe e creio que muita gente até usa) e comecei então a fazer ponto cheio, rococó, ponto haste depois ponto cruz e com o tempo vieram mais agulhas e veio tricô, crochê etc.
Os retalhos foram aumentando e me levaram a enfrentar uma velha máquina de costura, e vamos que vamos pedalar. Assim fui unindo os retalhos um a um tentando entender o porquê de ser tão variado, o tempo passou e a máquina ganhou um motor. Ufa! Facilitou muito, mas eu queria mais, só juntar não bastava.
Veio o pincel, a tela e tomei gosto pelas imagens e comecei a fazer minhas pinturas, vieram muitas cordas e sons e ganhei meu primeiro violão de uma prima da minha mãe, eu cantava e me acompanhava no violão, era um sonho tocar e cantar, mas tive que parar e o quebra-cabeça tomou forma e se transformava numa história.
Eu me considero uma pessoa privilegiada, que veio de uma família onde todos sempre tiveram várias aptidões. Assim como minha avó costurava muito bem, minhas tias herdaram esse dom e até hoje são exímias costureiras.
Meu avô tocava acordeom e violão, foi ele que me ensinou as primeiras notas no violão assim como ensinou aos filhos. Minhas tias cantam muito bem e tocam piano e teclado, dois irmãos tocam instrumentos de corda também e arranham algumas coisas mais. Na verdade este dom para tocar instrumentos de ouvido vem passando de geração em geração, dificílimo não encontrar um Bucci que não tenha o dom musical seja para cantar, tocar qualquer instrumento e sempre com perfeição, uma beleza, DNA é DNA. Costumamos dizer que Bucci tem sangue azul rs, somos todos pouco modestos em certos quesitos, só vi um descendente sem aptidão musical: meu pai.
Apesar de não ter herdado vocação para canto ou algum instrumento tinha o dom de apreciar uma bela composição musical, um instrumento bem tocado, aprendeu ouvindo a família a separar o joio do trigo, tinha um bom gosto incrível que passou para os filhos. Colecionou Clássicos em vinil como: Beethoven, Bach, entre outros. Sempre apreciou MPB e aí vem, Jamelão, Baden Powell, Dilermando Reis, Pixinguinha, Cartola e tantos mais que não daria pra relaciona, e toda a coleção está guardada até hoje, uma relíquia sem valor.
 Ele teve outros dons, muito inteligente, de tudo ele sabia e entendia um pouco, raramente ele dizia não saber algo, de colocar tijolo a desenhar um novo modelo de carro trabalhando com milésimos de milímetros, tudo isso ele sempre fez e com perfeição, era perfeccionista em tudo o que se propunha a fazer. Sempre adorou ver o pai e irmãos juntos cantando e tocando e gravava tudo, naquela época era fita cassete, o som saía metálico, não tinha aparelho que pudesse reproduzir um som bonito, sou da época da vitrola, nada de CD, era vinil mesmo e até 78 rotações eu ouvi vocês acreditam?
Toda a família é do Rio de Janeiro, eu nasci lá, mas meu pai veio pra São Paulo quando eu ainda era pequena e desde então fixou residência aqui, os momentos que podíamos estar juntos com a família eram nas férias, íamos para Rio e tudo isso acontecia, em algumas ocasiões irmãos do meu pai vinham nos visitar e a reunião era homérica, juntava a família e os amigos que meu pai fez aqui e que também cantavam, tocavam ou só se reuniam para apreciar.
Ele se foi, mas deixou a melhor lição que um ser humano poderia deixar para seus descendentes, pai exemplar que nos ensinou que nossa palavra, como a dele, deve sempre valer mais que ouro, retidão de conduta, pois é ela que vai nos proporcionar a liberdade de ir e vir sempre que quisermos e de cabeça erguida sem dever nada a ninguém, hoje isto não é mais tão importante, nessa nova geração o que se vê é apenas futilidades e a ganância de se ter sempre mais e estar sempre à frente do outro, mas não com trabalho ou criatividade, mas para se vangloriar que se tem mais.
Ainda bem que o DNA existe e o da minha família eu posso ter orgulho, inclusive pelos exemplos e valores que me foram passados, isso tudo me faz ter orgulho do coração que trago no peito e de quem me tornei e sou.
 Que saudade, que saudade.
Voltando aos meus retalhos, posso dizer que, cantei, dancei, toquei, (hoje toco menos o meu querido violão) pintei e bordei literalmente.
Todos esses retalhos são pedaços de tempo... Meu tempo!
Fui juntando e mexendo aqui e acolá, dando meus toques pessoais, mesmo porque o livre arbítrio existe. Ainda costuro, pois os retalhos não param de chegar ainda vivo, portanto a história da minha vida não está totalmente acabada.
O Blog é mais um retalho, uma peça a mais do quebra-cabeça. A era virtual chegou pra mim, então vou procurar me expressar usando de textos, imagens e sons pra contar minha verdade, não A Verdade, pois não pretendo ser formadora de opinião ou qualquer coisa do gênero.
Devo confessar que sou péssima escritora, nem de longe saberia escrever poemas, sonetos, crônicas, eu mal sei fazer uso da minha língua natal, o Português, eu fugia de todas as aulas dessa matéria.
Mas com a facilidade de achar na Internet tudo o que se pode imaginar, eu comecei a ler e aprendi a gostar e pesquisar, sou leiga de tudo, não tive contato com nada do tipo Best-Seller ou qualquer coisa do gênero, mas quando vejo quem tem esse dom maravilhoso de juntar as palavras e fazer a gente sonhar, viajar, chorar e rir, com certeza eu paro e leio mesmo. As imagens me encantam, juntando palavras e imagens então, acredito que consigo me expressar, pelo menos passar um pouco dos meus sentimentos e ideias.
Meu Blog também está sendo costurado, começou como "Adoro azul, mas hoje quero vermelho e Ponto.", depois o nome mudou para "Contu Pontu", depois "Preto no Branco", "CARMABETE" até chegar aqui.
Já deu para entender porque "Palavras Alheias" não?  Ah! Imagens também, pois a maioria eu acabo pegando na Internet, Sites de imagens, pesquisas no Google.
Muito alheio, mas muito meu, nada inusitado, porém é meu e isso muda tudo.

Já dizia William Blake:
"As alterações de olhar alteram tudo".

Sejam todos muito bem vindos.



(imagem: 1000 imagens de Elza Mota Gomes)

Um comentário :

  1. Embora seja "Alheio, palavras ou imagens"tem sua personalidade,por mais que você mesma não veja(a gente nunca consegue ver a gente) quem esta de fora vê.Sabe que zanzo pela Net curiosa e loucamente e posso dizer que este Blog é muito,muito charmoso e elegante.Uma vez eu disse que eu não verei na minha vida algo tão fabuloso quanto a internet e por consequencia as suas ferramentas,por mais que seja virtual mostra um bucado do que realmente somos.Inté mais Elaine!

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