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20/10/2009

Ser criança...


Hoje conversando com uma amiga, começamos a falar de nossos sonhos de infância.

Eu me imaginava sendo uma bailarina, uma cantora.Ela contou que pensava em ser dançarina, atriz e assim fomos trocando idéias.

Mesmo depois que paramos o assunto eu continuei pensando e me recordei que, subia num degrau no fundo do quintal onde morava e usava o rodo como se fosse o microfone e cantava... Minha platéia eram meus irmãos e as crianças vizinhas... RS

Também fiz balé, aquelas coisas que quando pequena a gente quer e as mães colocam... Mas por falta de grana parei, guardei as sapatilhas e a roupa, enquanto serviram eu as colocava e ficava na frente do espelho dançando.


O tempo passou e nunca mais pensei nisso, mas no fundo sempre ficaram escondidinhos aqueles antigos sonhos.


Hoje falando sobre o assunto pensei com nostalgia; como é bom e como às vezes não o é recordar... No fundo muitas vezes somos hoje adultos frustrados por não ter podido realizar certos sonhos.


Outro dia falando com uma terapeuta ela disse que eu deveria agradar a criança que existe em mim. Aconselhou-me a pensar e ver o que minha criança interior desejava...


Eu fiquei com aquela cara de "Ué"...
Ela percebeu e sugeriu que eu fosse numa loja de brinquedos como quem não quer nada e perambulasse por lá, deu a entender que minha criança escolheria algo.


Demorei a fazer o que me foi sugerido porque pensava com meus botões:


...Cada uma que inventam.


Fui e me deparei com um urso lindo, peguei, era mole e fofo diferente desses que sempre vi, tinha pernas longas e moles, braços também, tão macio e fofo e grande, não muito, mas o suficiente pra me abraçar.
Ah comprei... Ao me perguntaram se era presente eu disse-Sim, meu presente.


Eu abraço esse urso, deito com ele, ele me abraça porque os braços são moles as pernas dele também e me envolvem, literalmente ele me pega no colo e eu o pego. Sinto-me uma criança sendo acariciada, ganhando colo.


Bom se vou ficar mais normal por causa disso, não sei, mas que é gostoso é.


Procurei algo que falasse de ser criança e achei um texto que gostei muito, quero compartilhar e espero que ela goste e vocês também.








Ser Criança...




Ser criança é achar que o mundo é feito de fantasias, sorrisos e brincadeiras.
Ser criança é comer algodão doce e se lambuzar.
Ser criança é acreditar num mundo cor de rosa, cheio de pipocas.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco.
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos.
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Ser criança é estar de mãos dadas com a vida na melhor das intenções.
É acreditar no momento presente com tudo o que oferece, é aceitar o novo e desejar o máximo.
Ser criança é chorar sem saber porque.
Ser criança é estar em constante estágio de aprendizado, é querer buscar e descobrir verdades sem a armadura da dúvida.
Ser criança é olhar e não ver o perigo.
Ser criança é ter um riso franco esparramado pelo rosto, mesmo em dia de chuva, é adorar deitar na grama, ver figuras nas nuvens e criar histórias.
Ser criança é colar o nariz na vidraça e espiar o dia lá fora.
É gostar de casquinha de sorvete, de bolo de chocolate, de passar a ponta do dedo no merengue.
Ser criança é acreditar, esperar, confiar.
E é ter coragem de não ter medo.
Ser criança é querer ser feliz.
Ser criança é saber embrulhar desapontamentos e abrir caixinhas de surpresas.
Ser criança é sorrir e fazer sorrir.
Ser criança é ter sempre uma pergunta na ponta da língua e querer muito todas as respostas.
Ser criança é misturar sorvete com televisão, computador com cheiro de flor, passarinho com goma de mascar, lágrimas com sorrisos.
Ser criança é errar e não assumir o erro.
Ser criança é habitar no país da fantasia, viver rodeado de personagens imaginários, gostar de quem olha no olho e fala baixo.
Ser criança é pedir com os olhos.
Ser criança é gostar de sentar na janela e detestar a hora de ir para a cama.
Ser criança é cantar fora do tom e dar risadas se alguém corrige.
Ser criança é ser capaz de perdoar e anestesiar a dor com uma dose de sabedoria genuína e peculiar.
Ser criança é andar confiante por caminhos difíceis e desconhecidos na ânsia de desvendar mistérios.
Ser criança é acreditar que tudo é possível.
Ser criança é gostar da brincadeira, do sonho, do impossível.
Criança é saber nada e poder tudo.
Ser criança é detestar relógios e compromissos.
É ter pouca paciência e muita pressa.
E ser criança é, também, ser o adulto que nunca esqueceu da criança que foi um dia.
O adulto que consegue se reencontrar com a criança que ainda vive no seu íntimo e mais precioso território.
Aquele pedaço que justifica todos os percalços e que dignifica todos os tropeços.
A ingenuidade restaurada no dia-a-dia e que o transforma em herói ao reler as histórias de sua própria vida, narradas pela criança que o abraça, nas entrelinhas de um tempo que permanece imutável porque sagrado.
O tempo do princípio, da origem, da própria essência.




Fonte: Jornal ponto final publicado em 11 de outubro de 2007



(imagem: cris de lara)

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