Comunicado,



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Em breve tudo estará pronto.Aos meus visitantes peço desculpas pelo transtorno porém coloquei um sofá para que todos não se cansem muito.

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18/09/2009

Só acontece comigo...



Adoro música, descobri tempos atrás o karaokê e volta e meio lá estou eu.
Já fazia algum tempo que não ia cantar e ver os amigos, mas depois de tanta insistência de um deles em especial, resolvi ir.

 Tomei banho, me arrumei, subi num salto (nunca saio sem um belo salto tenho um metro e meio, imagina se ando sem uma ajuda extra que me faça parecer que tenho altura, alguma pelo menos, ainda bem que tenho pernas bonitas e pés pequenos, calço trinta e três e, modéstia a parte os sapatos ficam lindos), cheirosa, linda, maravilhosa, pronta para o show.

 Hora de ir chega o maridão, com uma cara, reclamando de dores. “Foi jogar bola e levou uma cotovelada na costela, isso na sexta à noite e estamos na segunda, fazer o que, vamos a” La playa “... Direto ao hospital depois, karaokê.

Todos resolveram fazer o mesmo passeio, a sala de espera estava lotada, parecia até entrega do Oscar de final de semana mais cheio de adrenalina. Eu e o marido olhando a telinha que apita, apita, apita... A nossa senha nunca chega e ainda tem gente espirrando, tossindo e eu pensei - “A febre da gripe suína já passou será? Eu devia ter ido de máscara. Talvez não, tomo medicamento de tarja preto, duvido que acreditem se eu dissesse que era só precaução, iam era me isolar na hora, justo eu que tenho vinte cinco anos, atleta, nunca bebi nem fumei... Imagina um filhote de porquinho chegando próximo de mim, nem pensar jacaré, melhor sem máscara.”

Finalmente a senha.
Entramos e o veredicto. Costela fraturada.

“Eu sabia... Falei o final de semana todo, acontece que o parceiro é no mínimo um teimoso."

O médico diz - acontece muito, principalmente em finais de semana, as pessoas pensam que não é nada e acaba vindo só na segunda, essa é a razão do movimento.

“Ele pensa o mesmo que eu, esses profissionais de “pelada” que se machucam e dizem que não é nada, vai passar, é só uma pancadinha.... Mesmo porque ele não estava entre os vinte e dois correndo atrás de uma rechonchuda gostosa; tinha plantão. Sei não... ainda bem que não fui de máscara mesmo viu.”

Nesta altura do campeonato lá se vai à hora do karaokê, sai do hospital, passa na farmácia, na padaria, anda devagar porque a lombada faz doer à costela, a freada dói, o buraco dói tudo dói... Não se esqueçam, sexo forte. Eu entendo, fraturei três costelas um ano atrás, mas meu cônjuge tenho certeza que, com uma apenas dará a luz a sêxtuplos esta noite.

“Fim da Via Sacra,” lar doce lar, pega água, dá o remédio, põe comidinha no prato leva na cama, claro não pode se mexer o coitado põe cinta elástica, tira cinta elástica, põe travesseiro, tira travesseiro, vira e desvira; aiiiiiiiiiiiiiii... (se não fosse tão teimoso já estaria melhor hoje).
Eu já tinha descido do salto, suada, esbaforida, cansada, achei melhor entrar debaixo do chuveiro pra tirar possíveis bactérias hospitalares, não confio no porquinho sabe? Nem deu tempo de limpar a maquiagem, lá saio eu de cara borrada também, para atender ao moribundo.
Adeus karaokê fica pra próxima, mandei mensagem ao amigo, ah que pena eu ia mostrar o meu pezinho e dizer “sapato, sapato, sapato”. “Ele é podólogo e toda vez que estou de sapato novo brinco com ele desse jeito, mesmo porque ele sempre elogia o meu pé, eu não sei por que, mas tudo bem deixa assim.”

“Sou uma pessoa muito séria, então para não ficar entediada resolvi incrementar a noite e pensei vou cantar e me enrolei em um tecido muito bonito, lembra um sári, peguei uma lata de desodorizador de ambiente e usei como microfone e,” se não tem tu, vai tu mesmo”, comecei a cantar e dançar garanto que a música estava combinando com a dança, uma mistura de are baba e dança do vente, muito legal, acontece que o meu ouvinte que não podia falar, nem se movimentar, começou a ficar vermelho, vermelho, vermelho...

Caçamba estragou minha noite, tive que parar vai que esse sexo forte resolve além da costela machucada ter um princípio de enfarto, imagino eu tendo que explicar no hospital que estava só brincando e não tentando matá-lo, sem contar que atentado ao pudor é crime, um pano enrolado no corpo mais nada... Bom, estava uma graça, o sapato era lindooooo.

Concluindo, fiquei de babá, mesmo porque são ossos do ofício, com que finalidade alguém se casaria com uma mula-sem-cabeça duas vezes na mesma encarnação?

Já ia me esquecendo de um pequeno detalhe, o meu querido disse entre - dentes - quando eu sarar eu te mato!

Pelo sim, pelo não, perguntei ao meu amigo se tem uma vaguinha na casa dele.

 



(imagem:José D´Almeida & Maria Flores)



Um comentário :

  1. Sabe de uma coisa..A primeira vez a gente nunca esquece.Penso que pode considerar esta crônica como a "primeira vez".Ficou ótima,e não é sorte de principiante!Tick!liSpareto

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